Papa Francisco proclama dez novos Santos da Igreja

Papa Francisco proclamou dez novos santos da Igreja Católica neste domingo, 15 de maio. A primeira cerimônia em três anos devido à pandemia de Covid. Os retratos dos 10 novos santos foram posicionados na fachada da Basílica de São Pedro, diante de quase 50.000 peregrinos, segundo os dados divulgados pelo Vaticano.

Vaticano no domingo, 15 de maio — Foto: AP Photo

Em sua homilia, o Santo Padre disse: “Os nossos companheiros de viagem, hoje canonizados, viveram assim a santidade: abraçando com entusiasmo a sua vocação, de sacerdote, de consagrada, de leigo, gastaram-se pelo Evangelho, descobriram uma alegria que não tem comparação e tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na história”

O papa destacou a importância do amor, que consiste em “servir e dar a vida” e disse que “servir significa não colocar os próprios interesses em primeiro lugar, desintoxicar-se dos venenos da ganância e da competição, combater o câncer da indiferença e a podridão da autorreferencialidade, compartilhando os carismas e dons que Deus nos deu”.

Eu gosto de perguntar às pessoas que me pedem conselhos: “Diga-me, você dá esmola?” – “Sim, Padre, eu dou esmola aos pobres”. “E quando você dá esmola, você toca na mão da pessoa, ou você joga a esmola e se limpa? E ficam vermelhos: “Não, eu não toco.” “Quando você dá esmola, você olha nos olhos da pessoa que você ajuda, ou você olha para o outro lado?” “Eu não olho”. Tocar e olhar, tocar e olhar a carne de Cristo que sofre em nossos irmãos e irmãs. Isso é muito importante. Dar a vida é isso. A santidade não se faz de alguns gestos heroicos, mas de muito amor diário.

O caminho da santidade não está fechado

Somos chamados a “servir o Evangelho e os irmãos”, a oferecer a nossa vida “sem retribuição, sem buscar nenhuma glória mundana, mas escondido humildemente como Jesus”.

O caminho da santidade não está fechado. É universal, é um chamado a todos nós. Começa com o Batismo, não está fechado. Tentemos fazê-lo também nós, porque cada um de nós é chamado à santidade, a uma santidade única e irrepetível. A santidade é sempre original, como dizia o Beato Carlos Acutis: Não existe santidade de fotocópia, a santidade é original, é a minha e a sua, de cada um de nós. É única e irrepetível. Sim, o Senhor tem um projeto de amor para cada um, tem um sonho para a sua vida, para a minha vida, para a vida de cada um de nós. O que você quer que eu lhe diga? Realiza-o com alegria.

Ao final da santa missa, o papa liderou a recitação do Regina Coeli. Em seguida, ele cumprimentou pessoalmente muitas das pessoas que estavam no átrio próximo ao altar e percorreu os corredores da Praça de São Pedro com o papamóvel.

Conheça os novos santos

Charles de Foucauld, sacerdote diocesano francês, fundador de dez congregações religiosas e oito associações de vida espiritual que surgiram de seu testemunho e carisma.

Tito Bradsma nasceu na Holanda em 1881, entrou na ordem dos frades carmelitas e foi ordenado sacerdote em 1905. Brandsma foi morto no campo de concentração de Dauchau, Alemanha, por se opor ao regime nazista.

Regionaal Archief Nijmegen-(CC BY-SA 2.0)

Lázaro Devasahayam, leigo, mártir, que nasceu no século XVIII na aldeia de Nattalam, Índia, e foi morto, por ódio à fé, em Aralvaimozhy, também na Índia.

Imagem retrata o martirio do leigo indiano Devasahayam

César de Bus, sacerdote, fundador da Congregação dos Padres da Doutrina Cristã (Doctrinaires), que nasceu em 3 de fevereiro de 1544 em Cavaillon, França, e morreu em 15 de abril de 1607 em Avignon, França.

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Luigi Maria Palazzolo, sacerdote, fundador do Instituto das Irmãs dos Pobres (Instituto Palazzolo).

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Giustino Maria Russolillo, sacerdote, fundador da Sociedade das Divinas Vocações e da Congregação das Irmãs das Divinas Vocações.

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Marie Rivier religiosa francesa fundadora da Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria.

Crédito: Site de Soeurs de la Presentation de Marie

Maria Francesca di Gesù, nascida Anna Maria Rubatto, fundadora das Irmãs Capuchinhas Terciárias de Loano, nascida em Carmagnola, Itália, e morta em Montevidéu, Uruguai.

Site Vatican News

Maria de Jesus Santocanale é a fundadora da Congregação das Irmãs Capuchinhas da Imaculada de Lourdes. Nasceu em 1852 em Palermo, Itália, e morreu em 1923 em Cinisi, Itália.

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Maria Domenica Mantovani, cofundadora e primeira superiora geral do Instituto das Irmãzinhas da Sagrada Família.

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