
A Peregrinação da Relíquia e Imagem de Santa Rita de Cássia percorre a Arquidiocese de Goiânia de 03 a 07 de novembro. A Arquidiocese de Goiânia acolhe com alegria a peregrinação da relíquia e imagem de Santa Rita, uma oportunidade especial de fé e devoção à Santa das Causas Impossíveis.
No alvorecer do dia 07 de novembro, sexta-feira, o Santuário Basílica Sagrada Família acolhe a Relíquia e a Imagem de Santa Rita de Cássia, a Intercessora das Famílias e das Causas impossíveis. A Santa Missa (missa das Rosas) será celebrada às 6h30 da manhã e presidida pelo reitor do Santuário de Santa Rita de Cássia, padre Michel Pires, e concelebrada pelo reitor do Santuário Basílica, padre Rodrigo de Castro, pelo vice-reitor, padre Dione Piza e também pelos padres colaboradores: Padres André Luiz, Erasmo Divino, Divino Carvalho e Fábio Cardoso.
Confira a Programação da Peregrinação da Relíquia e Imagem de Santa Rita de Cássia aqui no Santuário Basílica Sagrada Família:
07 de novembro – Sexta
Todas as celebrações serão Transmitidas Ao Vivo pelo canal do YouTube/BasilicaSagradaFamilia
O Santuário de Santa Rita de Cássia, maior do mundo dedicado à Santa, está localizado em Cássia, sul de Minas Gerais. Em quase dois anos, o Santuário já recebeu fiéis de diversas partes do Brasil e até mesmo do mundo.
A Imagem Peregrina do Santuário é uma escultura em madeira, medindo aproximadamente 40cm, obra do “Ateliê Ambrósio Corduba”, da cidade de Acari (RN), e policromia da Srª. Ana Claudia, da cidade de Franca-SP e, ganhou uma relíquia de Segundo Grau (fragmento da túnica) de Santa Rita de Cássia que reveste o corpo incorrupto da Santa. Esta relíquia de segundo grau (Ex Tunicae S. Ritae a Cassia) foi um presente do Superior do Mosteiro de Cascia (Itália) ao Pe. Pedro Alcídes, pároco da Paróquia Santa Rita, da cidade de Cássia (MG), por ocasião de uma peregrinação.
Uma vez doada ao Santuário será motivo de graças por onde quer que passar. Na impossibilidade de ir à Itália, venerar a Santa dos Impossíveis em seu santuário, um pedacinho dos dois santuários, tanto do Italiano quanto do mineiro, irá ao encontro do devoto.

Santa Rita de Cássia nasceu por volta de 1381, em Roccaporena, um vilarejo localizado no sopé do Monte Rucino, no município de Cássia (Úmbria, Itália). Segundo a tradição, seus pais, Antonio Lotti e Amata Ferri, não conseguiam engravidar. Após doze anos de espera e súplicas, nasceu uma menina que recebeu o nome de flor: Margherita (Margarida) Lotti. Quatro dias após seu nascimento foi batizada em Cássia.
Sinal das Abelhas brancas
Após a solenidade de seu batismo, Rita foi deixada para dormir. Quando seus pais foram observá-la, viram abelhas brancas voando em seu redor, pousando sobre seus lábios, como que depositando mel.
Em outra versão, tal fato aconteceu alguns meses após seu nascimento, quando seus pais trabalhavam no campo: Rita teria sido colocada em uma cesta, à sombra de uma árvore. Um camponês que havia ferido a mão, corria para Cássia, e vendo a cena tentou espantar as abelhas. Ao balançar os braços a ferida na mão cicatrizou completamente.
Segundo o costume da época, a fim de zelar pelo cuidado de Rita, seus pais em idade avançada arranjaram-lhe um noivo. Embora seu desejo de tornar-se uma irmã consagrada, Rita casou-se com Paolo Mancini, Oficial Comandante da Guarnição de Collegiacone, um homem de gênio impetuoso e forte, apelidado de “fiero leone” (leão orgulhoso). Iniciou-se assim o martírio para Rita! Entre lágrimas e dores, suportava tudo com paciência e docilidade, unindo seu calvário ao de Cristo, fugindo da murmuração e confiando em Deus.
A insistência de suas lágrimas frutificou. Vários biógrafos indicam que aos poucos o temperamento de Paolo mudou substancialmente. Soma-se a isso, o nascimento dos dois filhos do casal: Giangiacomo Antonio e Paolo Maria. Aparentemente, eram dias de harmonia e esperança. Mas o pecado sempre cobra seu salário! E na história de Rita, foi a esposa e mãe exemplar quem teve que sacrificar seu tesouro espiritual.
O corpo de Rita não foi enterrado, mas foi colocada numa caixa de cipreste, que se perdeu num incêndio posterior. O corpo, no entanto, saiu milagrosamente ileso e foi colocado em um sarcófago de madeira, obra de Cesco Barbari, um carpinteiro local, e decorado em 1457 por Antonio da Norcia. As pinturas representam Rita como estava na época de seu falecimento, e é a representação mais antiga da Santa. Atualmente o corpo de Santa Rita está incorrupto, em uma urna transparente, na nova Basílica de Cássia.
Apesar dos inúmeros milagres, Rita só foi beatificada cento e oitenta anos após a sua morte, em 16/07/1627, pelo Papa Urbano VIII, que conhecia bem a sua história por ter sido Bispo de Spoleto, Diocese a que pertence Cássia. Mais duzentos e setenta e três anos foram necessários para que em 24/05/1900, o Papa Leão XIII a canonizasse solenemente, embora para o povo já fosse santa e modelo de santidade desde 1381.
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